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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

O que será da Amazônia?


"Amazônia, se depende de ti o oxigênio do mundo, que as futuras gerações aprendam a respirar oxigênio em lata." Paraíso tropical, a Amazônia, o maior eco sistema do planeta está sendo destruído na frente de todos nós, um desmatamento sem controle provocando um desequilíbrio que vai custar ou que já está custando muito caro para todo o mundo.
 A culpa é do governo e do exército que fingem que fiscalizam, dos fazendeiros e dos madeireiros que fingem que não desmatam e de todos nós que fingimos que nos preocupamos.
Quem preocupa luta, sai nas ruas, grita, protesta, exige mudanças, faz alguma coisa, mas, infelizmente isso não está no nosso sangue.
O nosso DNA é composto de ACMF: Álcool, Carnaval, Mulher e Futebol, não mexam com isso porque o povo vai pra rua e quebra tudo, com certeza.
Somos todos cúmplices de tudo que está acontecendo, não só na Amazônia, mas em todo o Brasil, em todos os sentidos, a nossa covardia e o nosso comodismo são imensuráveis.
Enquanto formos apáticos e covardes veremos todo o nosso patrimônio e todos os nossos direitos sendo extorquidos pelos políticos, empresários, banqueiros e bandidos de colarinho branco desse país.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

11 motivos para dizer não a Hidrelétrica de Belo Monte


1. A UHE Belo Monte é uma obra faraônica que gera pouca energia. A quantidade de matéria a ser utilizada na construção de canais é comparável ao canal do Panamá. O projeto geraria apenas 39% dos 11.181 MW de potência divulgados, devido à grande variação da vazão do rio.

2. Impactos irreversíveis na fauna, na flora e na biodiversidade da região são destacados pelos especialistas que analisaram o Estudo de Impacto Ambiental.

3. A sobrevivência dos 24 grupos indígenas que dependem do rio Xingu estará em risco com a extinção ou diminuição intensa das espécies de peixe – seu principal alimento.

4. O MME, o IBAMA e o governo federal violaram direitos humanos ao não realizarem as Oitivas (consultas) Indígenas, obrigatórias pela legislação brasileira e pela Convenção 169 da OIT, que garantem aos indígenas o direito de serem informados sobre os impactos da obra e de terem sua opinião ouvida e respeitada.

5. A enorme imigração de trabalhadores atraídos pela obra, subestimados pelas empresas como sendo em torno de 100 mil pessoas, aumentará a pressão sobre as terras indígenas e áreas protegidas e haverá desmatamento e a ocupação desordenada do território.

6. A Licença Prévia foi emitida pela presidência do IBAMA apesar do parecer contrário dos técnicos do órgão. Alguns técnicos pediram demissão, outros se afastaram do licenciamento e outros ainda assinaram um parecer contrário à liberação das licenças para a construção da usina.

7. As medidas condicionantes alardeadas pelo Ministério do Meio Ambiente não apenas não compensam os danos irreversíveis que a usina imporia ao rio e às populações, como não representam nenhuma garantia legal de que o empreendedor irá se responsabilizar pelos danos causados.

8. O processo de licenciamento está sendo anti-democrático: as audiências públicas não tiveram condições para participação popular, especialmente das populações tradicionais e indígenas, as mais afetadas.

9. Os impactos de Belo Monte são muito maiores do que aqueles estimados e, em muitos aspectos, irreversíveis e não passíveis de serem compensados pelos programas e medidas condicionantes propostas.

10. Hidrelétricas não são energia limpa: elas emitem metano, um gás de efeito estufa com 25 vezes mais impacto sobre o aquecimento global do que o gás carbônico, de acordo com o Painel Intergovernamental de Mudanças do Clima (IPCC).

11. As empresas interessadas na construção - Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Odebrecht, Vale, Votarantim, GDF Suez e Alcoa - querem aumentar a tarifa a ser cobrada pela energia produzida. O BNDES e Fundos de Pensão estatais pretendem entrar com créditos e investimentos – ou seja, no fim das contas, quem pagará por esta obra absurda seremos todos nós!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Biopirataria no Brasil: ataque a nossa biodiversidade


Possuidoras da maior biodiversidade do planeta, as florestas tropicais, despertam interesses internacionais, não somente pela preocupação com o meio ambiente como também pelas potencialidades econômicas dos seus recursos naturais. Nesse quadro, o Brasil ganha destaque especial, principalmente por abrigar a maior parte da floresta amazônica.
O número inigualável de espécies de plantas, peixes, anfíbios, pássaros, primatas, insetos, faz com que o nosso país seja alvo da biopirataria, termo usado para caracterizar o desvio ilegal das riquezas naturais (flora e fauna) e do conhecimento das populações tradicionais sobre a utilização dos mesmos. É na verdade, a apropriação e monopolização de conhecimentos mais tarde patenteados em âmbito internacional, sem que as comunidades locais tenham direito à participação financeira com essa exploração. 

O Brasil, fonte de riqueza para a biopirataria
O Brasil, país de dimensões continentais, com 3,57 milhões de quilômetros quadrados de florestas tropicais, é a nação mais rica do mundo em biodiversidade: são encontrados aqui de 10% a 20% do 1,7 milhão de espécies catalogadas e estudadas pela ciência. Da floresta tropical úmida à mata atlântica, do cerrado à caatinga, do Pantanal à mata de araucária, das regiões de mangue e praias às zonas costeiras, bacias e estuários, o Brasil tem uma espetacular variedade de organismos que representam um imenso e formidável laboratório a céu aberto. É evidente que esse patrimônio, pelo seu valor econômico e científico e por suas características únicas de biodiversidade, tem provocado interesses – alguns genuinamente científicos, outros puramente comerciais.
Em razão dessa riqueza, nosso país e outras nações privilegiadas em biodiversidade passaram a ser alvo da ação da biopirataria, praticada principalmente por grandes conglomerados transnacionais e instituições científicas dos países desenvolvidos, onde os Estados Unidos é considerado o maior consumidor de vida silvestre do mundo. 

Floresta amazônica, ecossistema ameaçado
A Amazônia abriga o maior complexo hídrico-fluvial da Terra, com cerca de 7 milhões de km², sendo uma região de dimensões continentais. A hiléia brasileira com cerca de 3,3 milhões de km² sobrepõe-se, em grande parte à área da bacia hidrográfica do Rio Amazonas e caracteriza-se por abrigar grande riqueza biológica, com enorme diversidade de flora e fauna. A região compreende cerca de 1/3 das florestas tropicais do globo, somada a nossa reserva hídrica é um verdadeiro tesouro, em grande parte ainda inexplorada. Somente 5% flora mundial foi estudada até agora. Dispostas a explorar esse filão, algumas empresas chegaram a estabelecer parcerias e convênios com grupos indígenas, para ter acesso a seus conhecimentos seculares sobre os segredos da floresta.
Instituições públicas também investem em pesquisas. Com essa imensa biodiversidade a Amazônia é um chamariz a biopirataria. No entanto, não se trata de um fenômeno recente. A historia da biopirataria na Amazônia é secular, começou com os portugueses em 1500, quando os mesmos roubaram dos povos indígenas da região o segredo de como extrair um pigmento vermelho do Pau Brasil. Hoje, a flora e a fauna do Brasil continuam desaparecendo e a madeira que deu ao Brasil seu nome, está sendo preservada apenas em alguns jardins botânicos. Provavelmente o caso mais infame é o do inglês Henry Wickham, que em 1876, levou sementes da árvore da seringueira (Hevea brasiliensis) para as colônias Britânicas na Malásia. Após algumas décadas, a Malásia tornou-se o principal exportador de látex, arruinando a economia da Amazônia que era baseada principalmente na exploração da borracha.

Os prejuízos causados pela biopirataria
Na era da biotecnologia e da engenharia genética, multiplica-se as oportunidades de registrar marcas e patentes em âmbito internacional. Casos como o do nosso Cupuaçu, Açaí, Copaíba e tantos outros patenteados e comercializados no mercado mundial, causando impactos negativos tanto para as comunidades tradicionais que querem comercializar seus produtos, quanto para as propostas de políticas públicas pautadas no desenvolvimento sustentável da região Amazônica.

domingo, 29 de julho de 2012

Queimadas colocam em risco vida de animais silvestres brasileiros


As queimadas que se espalham pelo País afetam diretamente a vida dos animais silvestres. Elas geram a extinção de espécies ou sua drástica redução, além da adaptação forçada a um novo habitat.
O biólogo Léo Gondi, analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), alerta que os efeitos das queimadas também pesam sobre os recursos hídricos e a vegetação como um todo. Nos últimos dias, especialistas da Floresta Nacional de Brasília (Flona) e agentes da Polícia Ambiental resgataram várias espécies, de pássaros raros a tatus e tamanduás. O biólogo Léo Gondi afirmou que os impactos a médio e longo prazo são assustadores. "Há um impacto terrível. (Antes das queimadas) os animais tinham um território, agora eles se veem obrigados a buscar outro local que está ocupado por animais, na maioria das vezes predadores", disse o biólogo. "É um problema gravíssimo, pois os animais que mudam de habitat são expulsos do seu ambiente natural e enfrentam a escassez de comida".



Apenas nos últimos dias, o ICMBio contabilizou 56 animais silvestres que tentavam escapar das queimadas na região da Flona. Foram recolhidos lobos-guará, tamanduás-bandeira, veados campestres e papagaios. Também foram acolhidos, machucados, um veado e um tamanduá-bandeira. Três cobras foram encontradas mortas.

Segundo Gondi, o animal silvestre, quando tem seu território destruído, sai em busca de outro local para viver. Quando o encontra e o local está sob domínio de espécies distintas ou até mesmo de animais da sua espécie, surge uma disputa por espaço. De acordo com ele, os animais passam a se enfrentar e sobrevive o mais forte. "A média de uma queimada a cada dois anos é ruim para manter a sobrevivência das espécies", advertiu.

Vítima de queimada no interior de SP, tamanduá-mirim pode ficar cego.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Para reflexão...7


Os animais selvagens desempenham um papel muito importante na cadeia alimentar e no ecossistema do planeta, eles vivem em harmonia no seu habitat natural.
E por tamanha importância ao planeta e ao ecossistema é que as áreas de vida dos animais selvagens precisam ser preservadas para que eles não desapareçam e consigam conviver sem mudanças em sua cadeia alimentar.


Quanta covardia...