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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Parque Nacional do Iguaçu



Principal cartão-postal de Foz, as 275 quedas do Rio Iguaçu são consideradas uma das maiores belezas naturais do planeta. Tombado pelo Patrimônio da Humanidade, o Parque Nacional e seus atrativos ficam ainda mais impressionante nos meses de dezembro e janeiro, quando o volume de água é maior. Para apreciar as paisagens que se espalham por uma área de 186 mil hectares há mirantes e passarelas panorâmicas.

Por terra firme, o tour é feito em ônibus até à passarela panorâmica de 1.200 metros de extensão e paisagens de tirar o fôlego. Por ali ficam os mirantes – no primeiro, quatis e borboletas dividem a atenção com o Salto Floriano, ponto onde as águas atingem grande vazão e chegam a causar vertigens. No segundo, as quedas são descortinadas por ângulos bastante abrangentes. Além das cataratas, o parque abriga ainda diversas espécies de plantas e aves. São figueiras, ipês, pinheiros, bromélias e orquídeas, além de tucanos, araras e papagaios que conferem ainda mais cores à paisagem.

Os limites do parque estendem-se até a Argentina, onde ficam outros 67 mil hectares. Lá, o meio de transporte é o trem que leva a dois circuitos – o Inferior, com 1.700 metros e passarelas que seguem junto às quedas até o nível d´água; e o Superior, com 650 metros e pontes suspensas que revelam uma visão completa do conjunto das cataratas. Os dois roteiros terminam à beira da maior e mais emocionante das quedas: a Garganta do Diabo. Com 90 metros de altura, é um dos cartões-postais da região abençoada.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

História dos Índios


Em 1500, quando os portugueses chegaram ao Brasil, estima-se que havia por aqui cerca de 6 milhões de índios.
Passados os tempos de matança, escravismo e catequização forçada. Nos anos 50, segundo o antropólogo Darcy Ribeiro, a população indígena brasileira estava entre 68.000 e 100.000 habitantes. Atualmente há cerca de 280.000 índios no Brasil. Contando os que vivem em centros urbanos, ultrapassam os 300.000. No total, quase 12% do território nacional, pertence aos índios.
Quando os portugueses chegaram ao Brasil, havia em torno de 1.300 línguas indígenas. Atualmente existem apenas 170. O pior é que cerca de 35% dos 210 povos com culturas diferentes têm menos de 200 pessoas.

Será o fim dos índios?
Apesar do "Dia do Índio", que é comemorado no dia 19 de Abril, não tem nada para se comemorar. Algumas tribos indígenas foram quase executadas por inteiro na década de 70 em diante, enquanto estavam fora de seu habitat, quase chegaram a extinção, foram ameaçados por epidemias, diarréia e estradas. Mas hoje, o que parecia impossível está acontecendo: o número de índios no Brasil e na Amazônia está aumentando cada vez mais. A taxa de crescimento da população indígena é de 3,5% ao ano, superando a média nacional, que é de 1,3%. Em melhores condições de vida, alguns índios recuperaram a sua auto-estima, reintroduziram os antigos rituais e aprenderam novas técnicas, como pescar com anzol. Muitos já voltaram para a mata fechada, com uma grande quantidade de crianças indígenas.
"O fenômeno é semelhante ao baby boom do pós-guerra, em que as populações, depois da matança geral, tendem a recuperar as perdas reproduzindo-se mais rapidamente", diz a antropóloga Marta Azevedo, responsável por uma pesquisa feita pelo Núcleo de Estudos em População da Universidade de Campinas.
Com terras garantidas e população crescente, pode parecer que a situação dos índios se encontra agora sob controle. Mas não! O maior desafio da atualidade é manter viva sua riqueza cultural.

Organização e sobrevivência do grupo
Os índios brasileiros sobrevivem utilizando os recursos naturais oferecidos pelo meio ambiente com a ajuda de processos rudimentares. Eles caçam, plantam, pescam, coletam e produzem os instrumentos necessários a estas atividades. A terra pertence a todos os membros do grupo e cada um tira dela seu próprio sustento.
Existe uma divisão de tarefa por idade e por sexo: em geral cabe a mulher o cuidado com a casa, das crianças e das roças; o homem é responsável pela defesa, pela caça (que pode ser individual ou coletiva), e pela colheita de alimentos na floresta.
Os mais velhos - homens e mulheres - adquirem grande respeito da parte de todos. A experiência conseguida pelos anos de vida transforma-os em símbolos de tradições da tribo.
O pajé é uma espécie de curandeiro e conselheiro espiritual.

Garimpeiros invadem as terras indígenas
Entre os povos ameaçados estão os Ianomâmis, que foram os últimos a ter contato com a civilização. Sua população atual chega a pouco mais de 8.000 pessoas. O encontro com garimpeiros, que invadem suas terras, trazem doenças, violência e alcoolismo. Entre os índios, os garimpeiros são conhecidos por outro nome: os "comedores de terras". Calcula-se que 300.000 garimpeiros entraram ilegalmente em terras indígenas na Amazônia. Mas o problema não é insolúvel. Na aldeia Nazaré, onde moram 78 Ianomâmis, foram expulsos pela Polícia Federal.
Permanece a questão de como ficará o índio num mundo globalizado, mas pelo menos já se sabe o que é preciso preservar.

O chefe da tribo
Os índios vivem em aldeias e, muitas vezes, são comandados por chefes, que são chamados de cacique, tuxánas ou morubixabas. A transmissão da chefia pode ser hereditária (de pai para filho) ou não. Os chefes devem conduzir a aldeia nas mudanças, na guerra, devem manter a tradição, determinar as atividades diárias e responsabilizar-se pelo contato com outras aldeias ou com os civilizados. Muitas vezes ele é assessorado por um conselho de homens que o auxiliam em suas decisões.

Alimento - pesca
Além de um conhecimento profundo da vida e dos hábitos dos animais, os índios possuem técnicas que variam de povo para povo. Na pesca, é comum o uso de substâncias vegetais (tingui e timbó, entre outras) que intoxicam e atordoam os peixes, tornando-os presas mais fáceis. Há também armadilhas para pesca, como o pari dos teneteharas - um cesto fundo com uma abertura pela qual o peixe entra atrás da isca, mas não consegue sair. A maioria dos índios no Brasil pratica agricultura.
Algumas tribos indígenas da Amazônia:

·                     Arara
·                     Bororo
·                     Gavião
·                     Katukina
·                     Kayapó
·                     Kulína
·                     Marubo
·                     Sateré - Mawé
·                     Tenharim
·                     Tikuna
·                     Tukâno
·                     Wai-Wai
·                     Yanomami


Cultura indígena
O esforço das autoridades para manter a diversidade cultural entre os índios pode evitar o desaparecimento de muita coisa interessante. Um quarto de todas as drogas prescritas pela medicina ocidental vem das plantas das florestas, e três quartos foram colhidos a partir de informações de povos indígenas.
Na área da educação, a língua tucana, apesar do pequeno número de palavras, é comparada por lingüistas como a língua grega, por sua riqueza estrutural - possui, por exemplo, doze formas diferentes de conjugar o verbo no passado.

Ritos e mitos
No Brasil, muitas tribos praticam ritos de passagem, que marcam a passagem de um grupo ou indivíduo de uma situação para outra. Estes ritos se ligam a gestação e ao nascimento, à iniciação na vida adulta, ao casamento, à morte e a outras situações.
Poucos povos acreditam na existência de um ser superior (supremo), a maior parte acredita em heróis místicos, muitas vezes em dois gêmeos, responsáveis pela criação de animais, plantas e costumes


Arte
A arte se mistura a vida cotidiana. A pintura corporal, por exemplo, é um meio de distinguir os grupos em que uma sociedade indígena se divide, como pode ser utilizada como enfeite. A tinta vermelha é extraída do urucum e a azul, quase negro, do jenipapo. Para a cor branca, os índios utilizam o calcário. Os trabalhos feitos com penas e plumas de pássaros constituem a arte plumária indígena.
Alguns índios realizam trabalhos em madeira. A pintura e o desenho indígena estão sempre ligados à cerâmica e à cestaria. Os cestos são comuns em todas as tribos, variando a forma e o tipo de palha de que são feitos. Geralmente, os índios associam a música instrumental ao canto e à dança.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

O que será da Amazônia?


"Amazônia, se depende de ti o oxigênio do mundo, que as futuras gerações aprendam a respirar oxigênio em lata." Paraíso tropical, a Amazônia, o maior eco sistema do planeta está sendo destruído na frente de todos nós, um desmatamento sem controle provocando um desequilíbrio que vai custar ou que já está custando muito caro para todo o mundo.
 A culpa é do governo e do exército que fingem que fiscalizam, dos fazendeiros e dos madeireiros que fingem que não desmatam e de todos nós que fingimos que nos preocupamos.
Quem preocupa luta, sai nas ruas, grita, protesta, exige mudanças, faz alguma coisa, mas, infelizmente isso não está no nosso sangue.
O nosso DNA é composto de ACMF: Álcool, Carnaval, Mulher e Futebol, não mexam com isso porque o povo vai pra rua e quebra tudo, com certeza.
Somos todos cúmplices de tudo que está acontecendo, não só na Amazônia, mas em todo o Brasil, em todos os sentidos, a nossa covardia e o nosso comodismo são imensuráveis.
Enquanto formos apáticos e covardes veremos todo o nosso patrimônio e todos os nossos direitos sendo extorquidos pelos políticos, empresários, banqueiros e bandidos de colarinho branco desse país.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

11 motivos para dizer não a Hidrelétrica de Belo Monte


1. A UHE Belo Monte é uma obra faraônica que gera pouca energia. A quantidade de matéria a ser utilizada na construção de canais é comparável ao canal do Panamá. O projeto geraria apenas 39% dos 11.181 MW de potência divulgados, devido à grande variação da vazão do rio.

2. Impactos irreversíveis na fauna, na flora e na biodiversidade da região são destacados pelos especialistas que analisaram o Estudo de Impacto Ambiental.

3. A sobrevivência dos 24 grupos indígenas que dependem do rio Xingu estará em risco com a extinção ou diminuição intensa das espécies de peixe – seu principal alimento.

4. O MME, o IBAMA e o governo federal violaram direitos humanos ao não realizarem as Oitivas (consultas) Indígenas, obrigatórias pela legislação brasileira e pela Convenção 169 da OIT, que garantem aos indígenas o direito de serem informados sobre os impactos da obra e de terem sua opinião ouvida e respeitada.

5. A enorme imigração de trabalhadores atraídos pela obra, subestimados pelas empresas como sendo em torno de 100 mil pessoas, aumentará a pressão sobre as terras indígenas e áreas protegidas e haverá desmatamento e a ocupação desordenada do território.

6. A Licença Prévia foi emitida pela presidência do IBAMA apesar do parecer contrário dos técnicos do órgão. Alguns técnicos pediram demissão, outros se afastaram do licenciamento e outros ainda assinaram um parecer contrário à liberação das licenças para a construção da usina.

7. As medidas condicionantes alardeadas pelo Ministério do Meio Ambiente não apenas não compensam os danos irreversíveis que a usina imporia ao rio e às populações, como não representam nenhuma garantia legal de que o empreendedor irá se responsabilizar pelos danos causados.

8. O processo de licenciamento está sendo anti-democrático: as audiências públicas não tiveram condições para participação popular, especialmente das populações tradicionais e indígenas, as mais afetadas.

9. Os impactos de Belo Monte são muito maiores do que aqueles estimados e, em muitos aspectos, irreversíveis e não passíveis de serem compensados pelos programas e medidas condicionantes propostas.

10. Hidrelétricas não são energia limpa: elas emitem metano, um gás de efeito estufa com 25 vezes mais impacto sobre o aquecimento global do que o gás carbônico, de acordo com o Painel Intergovernamental de Mudanças do Clima (IPCC).

11. As empresas interessadas na construção - Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Odebrecht, Vale, Votarantim, GDF Suez e Alcoa - querem aumentar a tarifa a ser cobrada pela energia produzida. O BNDES e Fundos de Pensão estatais pretendem entrar com créditos e investimentos – ou seja, no fim das contas, quem pagará por esta obra absurda seremos todos nós!

sábado, 18 de agosto de 2012

Terra, Nosso lar !


A humanidade é parte de um vasto universo em evolução.
A Terra, nosso lar, é viva como uma comunidade de vida incomparável, as forças da natureza fazem da existência uma aventura exigente e incerta, mas a Terra providenciou as condições essenciais para a evolução da vida.
A capacidade de recuperação da comunidade de vida e o bem-estar da humanidade dependem da preservação de uma biosfera saudável com todos seus sistemas ecológicos, uma rica variedade de plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo.
O meio ambiente global com seus recursos finitos é uma preocupação comum de todos os povos, a proteção da vitalidade, diversidade e beleza da Terra é um dever sagrado.
"Um pequeno Trecho da Carta da Terra"

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

A importância da água


Pode parecer uma bobagem falar sobre a importância da água. Até seria se nós fossemos conscientes e déssemos a real importância que ela tem para a nossa vida neste planeta.

É só parar para pensar: nosso corpo físico é composto em 70% de água, nosso planeta também é formado em 2/3 por esse precioso líquido... Eu poderia fazer uma lista gigantesca sobre o quanto a água merece a devida atenção.
Muitos estudos apontam para a falta eminente do líquido e em consequência disso uma situação caótica ira se desencadear. Muitos países já sofrem com esse tipo de situação, tendo que pagar caro para poder consumir e desfrutar da vital importância da bebida.
Olha para o lado e veja o quanto somos irresponsáveis. Todos nós gastamos exageradamente, seja com a nossa higiene, seja lavando calçadas e carros com mangueira (muita gente faz isso), com encanamentos quebrados e por aí vai.
Nem toquei no assunto poluição. Diariamente toneladas e mais toneladas de lixo, sujeira, excrementos e tudo o que há de mais nocivo para a água vai parar nas nascentes e leitos de rios e mares.
Um dado que sempre me deixa preocupado é saber que apenas 0,008% da água do nosso planeta é potável. Em muitos casos é exatamente a água que bebemos que estamos poluindo (São Paulo é um péssimo exemplo disso).
Já passou da hora de agir, mas nunca é tarde para começar a se conscientizar e colocar a mão na massa para reduzirmos o risco de perder esse bem tão valioso para a nossa sobrevivência.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Aurora Boreal


A aurora boreal é um fenômeno visual que ocorre nas regiões polares do nosso planeta, pode ser visualizada, no período noturno ou final de tarde, a olho nu nas regiões onde ocorrem. 
É um verdadeiro show de luzes coloridas e brilhantes, que ocorrem em função do contato dos ventos solares com o campo magnético do planeta Terra. 
Ela só é encontrada em lugares aonde a luz do sol quase não aparece e o frio bate os 30º negativos, nessa reportagem a aventura foi feita na Noruega. 
Por esse motivo é muito difícil encontrar alguém que viu com os próprios olhos este fenômeno que foi mostrado ao vivo pelo repórter Clayton Conservani e sua equipe no Planeta Extremo. Segundo as suas próprias palavras, a sensação é de estar em um sonho. 
Fique com essas belas imagens.
 


sábado, 11 de agosto de 2012

Saiba o que é Ecologia


Ao contrário do que muita gente pensa, a ecologia não é uma ciência da moda ou uma preocupação moderna. Ainda que seja mais recente que outras ciências milenares como a matemática ou a física, há mais de um século já havia gente preocupada em definir essa ciência que ganhava cada vez mais corpo e preocupava os habitantes das grandes cidades do planeta. 
A palavra Ecologia tem origem no grego “oikos" que significa casa e "logia", estudo, reflexão. Logo, seria o estudo da casa, ou de forma mais genérica, do lugar onde se vive. Foi o cientista alemão Ernest Haeckel, em 1869, quem primeiro usou este termo para designar a parte da biologia que estuda as relações entre os seres vivos e o meio ambiente em que vive, além da distribuição e abundância dos seres vivos no planeta. 
No final do século XIX e início do século XX teve início a publicação de vários publicados diversos trabalhos tratando das relações entre seres vivos e o ambiente. 
Mas foi partir de 1930, porém, o estudo da Ecologia ganhou um espaço independente dentro da Biologia. Hoje os danos ambientais causados pelo aumento da população humana, pela escassez de recursos naturais e pela poluição ambiental fazem com que a Ecologia seja um dos mais importantes ramos da ciência atual. 
Hoje a Ecologia não apenas ganhou status entre os cientistas, como também se tornou popular e alcançou visibilidade entre os grandes empresários. A escassez de recursos naturais, o aumento desenfreado da população das grandes cidades e a rarefação das florestas, vistos num primeiro momento como sintomas do desenvolvimento, hoje são problemas capazes de mobilizar governos, ONG´s, empresários e pessoas comuns.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

4 animais extintos


A Revista Super – edição 292 – apresentou um infográfico chamado “A arca de noé dos animais extintos” com alguns animais que deixaram de existir em nosso planeta. Vejam os cinco que selecionamos:

1- MOA
Nome científico: Dinornis maximus
Onde vivia: Nova Zelândia
Quando foi extinto: Século 15

Características: ave sem asas que chegava a 3,7 metros de altura e pesava 250 quilos. Uma imensidão de carne, cobiçada pelo povo amori, que chegou à região por volta de 1300, vindo da Polinésia. Comeram todas as Moas em 100 anos.


2- TILACINO
Nome científico: Thylacinus cynocephalus
Onde vivia: Tasmânia
Quando foi extinto: 1933

Características: maior marsupial carnívoro do mundo (h0je é o demônio da Tasmânia). Ganhou fama de ladrão de galinhas. O governo, então, passou a oferecer 1 libra por cabeça do animal.


3- DODO
Nome científico: Raphus cucullatus
Onde vivia: Ilhas Maurício, na África
Quando foi extinto: Século 17

Características: com 1 metro de altura e 20 quilos, não tinha medo dos seres humanos o que tornou presa fácil para qualquer pessoa caçá-lo. Os portugueses do século 16 chamavam de “doudo” que significa doido.


4- QUAGGA
Nome científico: Equus burchelli quagga
Onde vivia: África do Sul
Quando foi extinto: 1883
 
Características: Subespécie da Zebra, mas só era zebrada pela metade. Foi caçada por causa de sua pele. A última Quagga morreu no Zoológico de Amsterdã. Desde 1987 cientistas tenta recriar o bicho cruzando Zebras.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Onça Pintada: o símbolo da Amazônia


Os índios do Brasil guardam a gordura da onça abatida e a comem com a ponta de uma flecha.
Eles acreditam que ela lhes dá uma grande coragem, como se fosse a porção de um feiticeiro. Essa gordura também é esfregada no corpo dos meninos, para torná-los fortes e protegê-los contra o mal.
Habita florestas úmidas às margens de rios e ambientes campestres desde a Amazônia e Pantanal até os Pampas Gaúchos. 
A onça pintada ou jaguar possui hábitos noturnos e é solitária. Excelente caçadora e nadadora, costuma abater capivaras, veados, catetos, pacas e até peixes. Pode também caçar macacos e aves. Para atacar sua vítima, é muito cautelosa, desloca-se contra o vento e aproximando-se silenciosamente surpreende a presa saltando sobre seu dorso. Daí surgiu o nome jaguar ou jaguara que significa no dialeto Tupi-guarani a expressão "o que mata com um salto".

Sendo o maior mamífero carnívoro do Brasil, necessita de pelo menos 2 Kg de alimento por dia, o que determina a ocupação de um território de 25 a 80 Km2 por indivíduo a fim de possibilitar capturar uma grande variedade de presas. A onça seleciona naturalmente as presas mais fáceis de serem abatidas, em geral indivíduos inexperientes, doentes ou mais velhos, o que pode resultar como benefício para a própria população de presas. Na época reprodutiva, as onças perdem um pouco os seus hábitos individualistas e o casal demonstra certo apego, chegando inclusive a haver cooperação na caça. Normalmente, o macho separa-se da fêmea antes dos filhotes nascerem. Em geral, após cem dias de gestação nascem, no interior de uma toca, dois filhotes - inicialmente com os olhos fechados. Ao final de duas semanas abrem os olhos e só depois de dois meses saem da toca. Quando atingem de 1,5 a 2 anos, separam-se da reprodutora, tornando-se sexualmente maduros.

Apesar de tão temida, foge da presença humana e mesmo nas histórias mais antigas, são raros os casos de ataque ao homem. Como necessita de um amplo território para sobreviver, pode "invadir" fazendas em busca de animais domésticos, despertando, assim, a ira dos fazendeiros que a matam sem piedade. Por esse motivo, e sobretudo pela rápida redução de seu habitat, esse felídeo, naturalmente raro, ainda encontra-se a beira da extinção em nosso país.

sábado, 4 de agosto de 2012

20 Dicas para preservar o meio ambiente


Olá pessoal, gostaria de dar algumas dicas que podemos adotar no nosso dia-a-dia e que faria uma grande diferença para a preservação do meio ambiente, ajudando a conservar o nosso planeta.

Dicas de preservação:
1. Não corte, nem pode árvores sem autorização. Poda drástica é PROIBIDA!!
2. Preserve a vegetação nativa. Não desmate! Não coloque fogo!
3. Não altere cursos d’água ou banhados, eles são protegidos por lei. Poços artesianos somente com autorização.
4. Não crie peixes sem licença. Nunca solte peixes nos rios, mesmo quando estiver bem intencionado.
5. Respeite os períodos de proibição da pesca.
6. Não compre, nem tenha animais silvestre em casa.
7. Não maltrate animais silvestres ou domésticos.
8. Separe o lixo em casa e no trabalho, e coloque na rua no dia da coleta seletiva em seu bairro.
9. Não jogue lixo no chão. Carregue-o até a lixeira mais próxima. Ensine às crianças dando exemplo.
10. Recicle ou reaprove tudo o que puder.
11. Reduza o consumo, especialmente do que não puder ser reaproveitando ou reciclado.
12. Mantenha seu veículo regulado e ande mais a pé.
13. Não contribua com a poluição sonora e/ou visual.
14. Use menos veneno em sua lavoura ou horta.
15. Não jogue óleos lubrificantes na sua rede de esgoto.
16. Não desperdice água. esse é um dos recusros mais importantes e frágeis do planeta: feche torneiras, conserte vazamentos, não use mangueiras para para lavar calçadas, aproveite água de chuva.
17. Não desperdice energia elétrica: desligue aparelhos, verifique sobrecargas, apague as luzes.
18. Ensine às crianças amor e respeito pela natureza.
19. Cuide da higiene e da sua saúde!
20. Evite jogar materiais não degradáveis (plásticos ou outros) no ambiente.

Vamos fazer a nossa parte!!!!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Biopirataria no Brasil: ataque a nossa biodiversidade


Possuidoras da maior biodiversidade do planeta, as florestas tropicais, despertam interesses internacionais, não somente pela preocupação com o meio ambiente como também pelas potencialidades econômicas dos seus recursos naturais. Nesse quadro, o Brasil ganha destaque especial, principalmente por abrigar a maior parte da floresta amazônica.
O número inigualável de espécies de plantas, peixes, anfíbios, pássaros, primatas, insetos, faz com que o nosso país seja alvo da biopirataria, termo usado para caracterizar o desvio ilegal das riquezas naturais (flora e fauna) e do conhecimento das populações tradicionais sobre a utilização dos mesmos. É na verdade, a apropriação e monopolização de conhecimentos mais tarde patenteados em âmbito internacional, sem que as comunidades locais tenham direito à participação financeira com essa exploração. 

O Brasil, fonte de riqueza para a biopirataria
O Brasil, país de dimensões continentais, com 3,57 milhões de quilômetros quadrados de florestas tropicais, é a nação mais rica do mundo em biodiversidade: são encontrados aqui de 10% a 20% do 1,7 milhão de espécies catalogadas e estudadas pela ciência. Da floresta tropical úmida à mata atlântica, do cerrado à caatinga, do Pantanal à mata de araucária, das regiões de mangue e praias às zonas costeiras, bacias e estuários, o Brasil tem uma espetacular variedade de organismos que representam um imenso e formidável laboratório a céu aberto. É evidente que esse patrimônio, pelo seu valor econômico e científico e por suas características únicas de biodiversidade, tem provocado interesses – alguns genuinamente científicos, outros puramente comerciais.
Em razão dessa riqueza, nosso país e outras nações privilegiadas em biodiversidade passaram a ser alvo da ação da biopirataria, praticada principalmente por grandes conglomerados transnacionais e instituições científicas dos países desenvolvidos, onde os Estados Unidos é considerado o maior consumidor de vida silvestre do mundo. 

Floresta amazônica, ecossistema ameaçado
A Amazônia abriga o maior complexo hídrico-fluvial da Terra, com cerca de 7 milhões de km², sendo uma região de dimensões continentais. A hiléia brasileira com cerca de 3,3 milhões de km² sobrepõe-se, em grande parte à área da bacia hidrográfica do Rio Amazonas e caracteriza-se por abrigar grande riqueza biológica, com enorme diversidade de flora e fauna. A região compreende cerca de 1/3 das florestas tropicais do globo, somada a nossa reserva hídrica é um verdadeiro tesouro, em grande parte ainda inexplorada. Somente 5% flora mundial foi estudada até agora. Dispostas a explorar esse filão, algumas empresas chegaram a estabelecer parcerias e convênios com grupos indígenas, para ter acesso a seus conhecimentos seculares sobre os segredos da floresta.
Instituições públicas também investem em pesquisas. Com essa imensa biodiversidade a Amazônia é um chamariz a biopirataria. No entanto, não se trata de um fenômeno recente. A historia da biopirataria na Amazônia é secular, começou com os portugueses em 1500, quando os mesmos roubaram dos povos indígenas da região o segredo de como extrair um pigmento vermelho do Pau Brasil. Hoje, a flora e a fauna do Brasil continuam desaparecendo e a madeira que deu ao Brasil seu nome, está sendo preservada apenas em alguns jardins botânicos. Provavelmente o caso mais infame é o do inglês Henry Wickham, que em 1876, levou sementes da árvore da seringueira (Hevea brasiliensis) para as colônias Britânicas na Malásia. Após algumas décadas, a Malásia tornou-se o principal exportador de látex, arruinando a economia da Amazônia que era baseada principalmente na exploração da borracha.

Os prejuízos causados pela biopirataria
Na era da biotecnologia e da engenharia genética, multiplica-se as oportunidades de registrar marcas e patentes em âmbito internacional. Casos como o do nosso Cupuaçu, Açaí, Copaíba e tantos outros patenteados e comercializados no mercado mundial, causando impactos negativos tanto para as comunidades tradicionais que querem comercializar seus produtos, quanto para as propostas de políticas públicas pautadas no desenvolvimento sustentável da região Amazônica.